Grupo de Estudos para Personal Trainer - Ciência no TEF

João Moura
"Professor João Moura nasceu em Cruz Alta (RS) em 1971. Em 1992 ingressou na UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) para seus estudos no Curso de Ed. Física."

       

Freqüência de treino baixa vs alta?

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É comum nas academias observar clientes que respondem muito bem ao programa de treino aplicado. Ou seja, apresentam ganhos muito significativos de força e hipertrofia muscular. Por outro lado, existem os clientes que apresentam grande dificuldade em desenvolver essas adaptações citadas. Ainda alguns apresentam ganho significativos de força porém tem grande dificuldade em aumentar a sua hipertrofia. Porém, o inverso também poderá ocorrer. Mas o que a ciência tem a falar sobre isso?

Para tentar entender esses comportamentos neste estudo bem interessante (Damas et al., 2018) os pesquisadores buscaram analisar a influência de diferentes frequências semanais de treino sobre as adaptações neuromusculares individuais.

Como foi feito o estudo?

Os voluntários que eram destreinados, tiveram cada perna alocada para um protocolo experimental, sendo eles: 

- Treino de Alta Frequência (TAF): perna que foi treinada cinco vezes por semana; 

- Treino de Baixa Frequência (TBF): perna que foi treinada entre duas a três vezes por semana;

Em cada sessão foram realizadas Assim, no somatório a perna alocada no TAF realizou 15 séries semanais e a alocada no TBF entre seis (duas vezes por semanas) a nove (três vezes por semana) séries semanais. Além disso, também foi realizado a manipulação da frequência de treino, ou seja, a perna que estava treinando com frequência baixa passou a alta, e a alta passou a baixa. 

E ai quais foram os resultados?

Volume total: A perna treinada com alta frequência apresentou um volume total de treino maior para todos voluntários 

Área de seção transversal: Para hipertrofia muscular, seis voluntários (31,6% da amostra) tiveram melhores respostas para TAF, sete (36,8% da amostra) respondeu melhor para TBF e, outros seis (31,6% da amostra) tiveram ganhos similares ao treinar com diferentes frequências

Força muscular: cinco voluntários (26,3% da amostra) tiveram um aumento maior no 1RM com uma TAF, três (15,8% da amostra) com TBF, e o outros 11 (57,9%) responder de forma similar. 

Um ponto importante é que se observou correlação baixa entre volume total de treino e área de secção transversal e, volume total de treino e melhora no 1RM. 

Um ponto interessante, é que somente seis dos 19 voluntários apresentaram resposta alinhada (32% da amostra) para força e hipertrofia muscular. Ou seja, esses voluntários tiveram um aumento proporcional entre força e hipertrofia muscular. 

Ta, e como esses resultados podem me ajudar na prática?

- Apesar do volume total de treino ser uma das variáveis mais importantes para produção de estimulo particularmente de hipertrofia muscular, para alguns clientes um maior volume de treino pode não repercutir em ganhos maiores. Diante disso, pode ser interessante o personal trainer buscar intensificar o treino, manipulando as variáveis agudas para produzir novos estímulos no treino.  

- Este estudo também desafia a prescrição padronizada que é utilizada nas academias para clientes iniciantes. Ou seja, na maioria justifica-se que para iniciantes qualquer dose de carga de esforço seria suficiente para gerar adaptações neuromusculares intensa ou adequada. 

- Realizar tentativas buscando identificar a frequência e volume adequado para cada cliente é importante para os ganhos e consequentemente manutenção do mesmo no treinamento. 

- Além disso, um ponto importante, é que a frequência e volume que proporcionam maiores ganhos de hipertrofia muscular, poderá não ser o ideal para melhora da força muscular. 


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