Grupo de Estudos para Personal Trainer - Ciência no TEF

João Moura
"Professor João Moura nasceu em Cruz Alta (RS) em 1971. Em 1992 ingressou na UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) para seus estudos no Curso de Ed. Física."

       

Barra Fixa - Variações na pegada, altera a ativação eletromiográfica?

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Para alunos/clientes que estão avançados no treinamento resistido com pesos alguns profissionais prescrevem o exercício de barra fixa. Este tem como foco principal treinar o músculos latíssimo do dorso. Obviamente, outros músculos serão acionados para contribuir com o movimento. 

Um das principais dúvidas, é se diferentes pegadas irão acionar músculos específicos durante a execução desse exercício. Assim, este estudo que compartilhamos teve como objetivo avaliar a atividade eletromiográfica do completo ombro-braço-antebraço durante a execução da barra fixa com pegada supinada, pronada, neutra e com corda. 

Como foi realizado o estuo?

Foram selecionados 19 voluntários que realizavam regularmente o treinamento resistido com pesos (três vezes por semana) a no mínimo seis meses. Assim, foram submetidos a execução de diferentes variações a barra fixa, sendo elas:

- Barra Fixa Pronada (BFP): as mãos foram posicionadas em 25° abaixo da horizontal, e em 20 cm em relação ao processo acromial;

- Barra Fixa Supinada (BFS): as mãos estavam na horizontal e com um afastamento igual a distância biacromial, ou seja da largura do ombro;

- Barra Fixa Neutra (BFN): as mãos foram posicionadas com uma pegada neutra, com uma distância de 24 cm entre elas;

- Barra Fixa Com Corda (BFC): utilizando uma corda de 15 cm, com 24 cm de distância entre cada ponta, foi orientada para que o voluntário realizasse uma pegada neutra.

A fase concêntrica para BFP, BFS, BFN foi realizado até que o queixo passasse a barra horizontal. Já para a BFC a fase concêntrica foi executado até o ponto em que os cotovelos se alinhasse com o tronco. Por sua vez, a fase excêntrica foi realizada até a extensão total dos cotovelos em todas as variações.

Para cada variação realizaram cinco repetições com um intervalo de cinco minutos entre os exercícios. Durante a execução foi realizado a análise eletromiográfica dos músculos bíceps braquial, braquiorradial, latíssimo do dorso, infraespinhal, trapézio medial, trapézio inferior, peitoral maior, e deltoide medial.


E ai quais foram os resultados?

Observou-se que o trapézio medial teve maior atividade eletromiográfica (média e pico) durante a BFFP comparado a BFN. Além disso, na fase concêntrica notou-se para todas as quatro variações, atividade eletromiográfica significativamente maior para braquiorradial, bíceps braquial, peitoral maior quando comparado a fase excêntrica. 

Além desses três músculos mencionados acima, a fase concêntrica da barra fixa pronada resultou em significativa maior atividade para deltoide medial e trapézio inferior. De forma similar o trapézio inferior teve ativação maior durante fase concêntrica com na pegada BFS e BFC. 

O que pode ter levado a esse resultado?

Esta maior ativação eletromiográfica do trapézio medial observada na BFP pode ter ocorrido em virtude de uma amplitude maior do movimento de adução da escapula durante a fase concêntrica do movimento.

Ta e dai? O que eu faço com isso?

Como o objetivo principal ao realizar a barra fixa é treinar o latíssimo do dorso, e o estudo mostrou que não ocorreu diferença na ativação eletromiográfica entre as variações para os músculos analisados (exceto trapézio medial) entendemos que o personal trainer poderá aplicar a variação ao qual o aluno/cliente sinta-se mais confortável. 

Por sua vez, caso o objetivo seja, produzir um trabalho mais intenso também sobre o trapézio medial, talvez seja interessante o personal trainer optar pela barra fixa com pegada pronada. Porém, a execução de exercício específico para esse grupo é interessante, como por exemplo o crucifixo invertido.

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